
Um novo estudo do Climate Impact Lab, ligado à Universidade de Chicago, projeta que o atual episódio de El Niño, considerado excepcionalmente intenso, poderá provocar até 451 mil mortes adicionais relacionadas ao calor no mundo entre junho de 2026 e fevereiro de 2027.
O levantamento aponta que o número de dias de calor extremo pode aumentar em cerca de 44% em relação ao normal. Entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027, o Brasil aparece entre os países mais afetados, com uma projeção de aproximadamente 13,3 mil mortes adicionais relacionadas ao calor.
Os pesquisadores destacam que os números são estimativas, e não representam mortes já registradas. A projeção também pode ser atualizada conforme a evolução do fenômeno e das temperaturas.
O estudo aponta ainda que medidas como alertas de calor, acesso à água, locais de resfriamento e proteção para trabalhadores expostos ao sol podem ajudar a reduzir os impactos.
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